sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
That's my dream
Equality. All together. Genderless in wear and otherwise.
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genderless
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Contra quem sou contra
O.o
Esta é uma pergunta que
eu jamais pensaria que precisaria responder, mas talvez realmente sempre haja uma
primeira vez para tudo. Vamos começar pelo princípio. A origem da palavra.
Homossexual é um adjetivo
que foi usado pela primeira vez em 1892, como tradução do alemão homosexual,
homosexuale - palavra que foi usada no livro "Psychopathia Sexualis"
de Krafft-Ebing, primeiro usada por Gustav Jager em 1880. É uma combinação de
homo, do grego homos, que significa "igual", e sexual. O termo
clínico (sim, clínico) inicial era "sexual inversion" (1883),
inversão sexual. Como substantivo, a palavra homossexual foi registrada pela
primeira vez em 1895. A gíria na forma de "homo" foi confirmada pela
primeira vez em 1929. A palavra era usada para ambos os sexos, mas normalmente
para o sexo masculino.
Ou seja, a palavra em
si não está na Bíblia. E não, "sodomita" não é a mesma coisa; o
significado de sodomita é imensamente amplo; veja a etimologia da palavra.
Estou falando da Bíblia
porque é este normalmente o início de uma conversa com uma pessoa humano-fóbica
(humano-fóbica, sim, já explico): "como diz a Bíblia..." e logo
depois uma série de menções sobre versículos em Levítico (18:22, 20:13) e Romanos
(1:18-32), normalmente, para quem tem uma ideia do que é a Bíblia, porque
outras pessoas só falam "como diz a Bíblia" e pronto. Outras pessoas também
indicam I Coríntios 6:9-10 e Apocalipse 21:8 e 22:15. Mas é engraçado que usam
"só" para isso.
Eu não gosto e não faço
uso da Bíblia para explicar o que sou, o que sinto,
como sou, nada. Eu sou cristã porque Deus me salvou (sim, é nisto que eu
acredito), porque Jesus Cristo é Senhor e Salvador da minha vida, e porque o
Espírito Santo me acompanha diariamente. Em tudo na minha vida só tenho glórias
a dar a Deus. Eu não pergunto "por quê?", apenas observo e sei que
tudo tem um motivo. E sou muito feliz porque tenho Jesus Cristo no coração,
sim. No coração, na cabeça, nas ações, na minha vida. Sem Deus eu não sou nada,
dependo exclusivamente dEle para tudo -- e de mais ninguém. Não preciso de mais
nada, porque a graça de Deus me basta. Mais do que basta, me alimenta, permite
que eu viva, me dá mais do que eu algum dia poderia imaginar. Desde os 14 anos,
que eu lembro de ter sentido a força de Deus na minha vida, mas certamente
muito antes, também.
Também gosto de lembrar
que a Bíblia não foi escrita por Deus, mas sim divinamente inspirada, conforme
em II Timoteo 3, 16-17, que dita: "Toda a Escritura é divinamente
inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para
instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente
instruído para toda a boa obra."
"Para ensinar,
responder argumentando, corrigir e instruir em justiça, para que o homem de
Deus seja perfeito e instruído para boas obras." -- isto foi escrito por
Paulo para Timóteo, que, de acordo com a Bíblia, era um líder da igreja
primitiva, e Paulo escrevia veementemente, porque esperava que Timóteo fosse
desse continuidade à obra -- e deu.
Ensinar, corrigir e
instruir em justiça. Não está escrito, neste pequeno versículo, "para
odiar, bater, matar, ofender qualquer pessoa em nome de Deus".
Portanto, os humano-fóbicos
-- sim, porque, "de acordo com a Bíblia", como indiquei no início,
não existe a palavra homossexual, nem no meu vocabulário; são todos humanos;
não existe essa divisão absurda de uma "nova espécie" de humanos --
que são cristãos (podem e devem ser, não vou julgar isto) usam a Bíblia -- ou
melhor, pedaços dela -- para odiar, bater, matar, ofender algumas pessoas.
Se o humano-fóbico quer
justificar a aversão que tem por algumas pessoas usando pedaços da Bíblia,
então vou usar a Bíblia também.
Apocalipse 22:11-12: "Quem é injusto, seja injusto ainda; e quem
é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo, seja justificado ainda; e quem é
santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo venho, e o meu galardão está
comigo, para dar a cada um segundo a sua obra."
Quem disse isso foi
Jesus, "o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o primeiro e o
derradeiro", Apocalipse 22:13, pelas mãos de João, que viu e ouviu estas
coisas (Apocalipse 22:8).
"Quem é injusto,
seja injusto ainda; e quem é sujo, seja sujo ainda; e quem é justo, seja
justificado ainda; e quem é santo, seja santificado ainda. E, eis que cedo
venho, e o meu galardão está comigo, para dar a cada um segundo a sua obra."
= livre arbítrio (I Coríntios 6:12, primeira parte "tudo me é
lícito", ou seja, posso fazer o que quiser) com total compreensão de que
cada um colhe o que planta (I Coríntios 6:12, segunda parte, "mas nem tudo
me convém" e Lucas 6:44, e Gálatas 6:7, "porque tudo o que o homem
semear, isso também ceifará").
Mas o mais importante
está em Apocalipse 21:8:
"Mas os covardes, os incrédulos, os depravados, os assassinos, os que
cometem imoralidade sexual, os que praticam feitiçaria, os idólatras e todos os
mentirosos - o lugar deles será no lago de fogo que arde com enxofre. Esta é a
segunda morte."
Então, prezad@, aqui
estão algumas opções de vida:
1. Use a Bíblia para
justificar o seu ódio e seja perfeito. Não minta (Apocalipse 21:8), não roube (I
Cor 6:10), não faça sexo anal nem cometa imoralidade sexual (I Cor 6:10, Ap
21:8) com a sua esposa, não seja avarento nem bêbado (I Cor 6:10) não fofoque (Levítico
19:16), seja justo (o que é muito difícil, porque, de acordo com a Bíblia em
Romanos 3:10, "Não há um justo, nem um sequer."), porque pecado é
pecado, não tem pecadinho ou pecadão (Ezequiel 18:4, "a alma que pecar,
essa morrerá"); você também precisará seguir o que Deus falou conforme
Levítico 19:11 ("Não furtareis, nem mentireis, nem usareis de falsidade
cada um com o seu próximo") e conforme Levítico 19:18 (Não
te vingarás nem guardarás ira contra os filhos do teu povo; mas amarás o teu
próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.") e seguir o Cristo falou (igual
a Deus em Levítico, "mas amarás o teu próximo como a ti mesmo"), conforme
descrito em Mateus 22:37-39:
"E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de
toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande
mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti
mesmo." -- Amarás o teu próximo como a ti mesmo -- não está fazendo
nenhuma divisão de pessoas. E não foi só Cristo, Deus também disse o mesmo (veja
ali em cima) -- o "próximo" é todo mundo. Ops. Mas ai você não pode
ser humano-fóbico. Hm.
2. Assuma o seu ódio
por algumas pessoas e viva e morra com isso.
Afinal, você tem o
livre arbítrio para fazer o que quiser, sabendo que tudo o que você plantar,
colherá (Gálatas 6:7).
E eu, particularmente, além
de Mateus 22:39, gosto muito de Ezequiel 18:7-9:
"Não oprimindo a
ninguém, tornando ao devedor o seu penhor, não roubando, dando o seu pão ao
faminto, e cobrindo ao nu com roupa, Não dando o seu dinheiro à usura, e não
recebendo demais, desviando a sua mão da injustiça, e fazendo verdadeiro juízo
entre homem e homem; Andando nos meus estatutos, e guardando os meus juízos, e
procedendo segundo a verdade, o tal justo certamente viverá, diz o Senhor DEUS."
Eu tento. Erro e peco.
Mas tento, todos os dias, ser alguém de valor -- não aos olhos das pessoas, mas
aos olhos de Deus. E tem muita gente por ai que faz o mesmo. Sim,
"gente", "pessoas". Só.
Portanto, respondendo a
pergunta: eu não sou contra ninguém que seja diferente de mim,
independentemente de nível social, afiliação, raça, credo, desejo, vontade, ou
o que seja. Apenas sou contra pessoas que cometem atos ilegais, como morte,
estupro, abuso de qualquer tipo, e que violam os direitos dos outros, seja qual
for a justificativa que der -- porque nenhuma justificativa é válida.
Paz.
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amor,
amor ao próximo,
não sou contra
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
And you?
If there are children on the street, is because someone leaves them there. If there are dogs on the street, someone dropped them there. If a tree is cut, someone cut it. If dead wild animals are being displayed as awards, someone killed them. If there are people being raped, it's because other people raped them.
All this probably because they received the worst education ever, but then again some people receive the best and also become the worst.
If there are higher airborne radiation levels due to a disaster in a nuclear power plant, is because someone built a nuclear power plant -- it's not because of the disaster.
The disaster is the human kind -- funny two words together, right? Because "to be human" would normally mean "to be kind", and "to be kind" would normally be "to be generous" -- benevolent, giving, unselfish -- yet both together are confusing, because the human kind is proving itself to be nothing but the opposite.
If there are so many shitty things happening, is because people did it -- are doing it.
So, what are you going to do? Increase the level of terrible, disgusting, unbearable things happening everyday, which for so many people are normal things, or be the change you want to see out there?
Because if inside your home, inside your head, you behave as the people that are destroying this world, please, by all means, stop complaining and join them in the destruction.
But if you have a conscience, a good and lucid one, stop complaining: act.
Help. There are so many ways you can help. Even a smile can help. But you have to do it, act upon it, build upon it.
Otherwise, nothing is going to change and the improvement you want will never be achieved.
All this probably because they received the worst education ever, but then again some people receive the best and also become the worst.
If there are higher airborne radiation levels due to a disaster in a nuclear power plant, is because someone built a nuclear power plant -- it's not because of the disaster.
The disaster is the human kind -- funny two words together, right? Because "to be human" would normally mean "to be kind", and "to be kind" would normally be "to be generous" -- benevolent, giving, unselfish -- yet both together are confusing, because the human kind is proving itself to be nothing but the opposite.
If there are so many shitty things happening, is because people did it -- are doing it.
So, what are you going to do? Increase the level of terrible, disgusting, unbearable things happening everyday, which for so many people are normal things, or be the change you want to see out there?
Because if inside your home, inside your head, you behave as the people that are destroying this world, please, by all means, stop complaining and join them in the destruction.
But if you have a conscience, a good and lucid one, stop complaining: act.
Help. There are so many ways you can help. Even a smile can help. But you have to do it, act upon it, build upon it.
Otherwise, nothing is going to change and the improvement you want will never be achieved.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
O seu valor
Quem pode quantificar o valor do seu trabalho? Só uma pessoa: você.
O seu trabalho é a expressão do que você mais preza: a capacidade de prover para sua família, ou apenas para você, através de uma profissão que você ama.
Apenas você tem como quantificar as horas, dias, semanas, anos, décadas que passou ou passa investindo na sua educação continuada, trabalhando arduamente para manter os mais altos níveis de qualidade do produto ou serviço que representa a sua marca -- qualquer quer seja a sua profissão.
O retorno dos clientes e o sucesso da sua conta bancária testificam a qualidade do produto ou serviço final que você fornece.
Quando você aceita um valor inferior ao que você vale está ignorando todo o esforço diário que realiza para ser quem você é e oferecer o que você oferece.
Você sabe perfeitamente o quanto você vale.
Não se venda por menos.
O seu trabalho é a expressão do que você mais preza: a capacidade de prover para sua família, ou apenas para você, através de uma profissão que você ama.
Apenas você tem como quantificar as horas, dias, semanas, anos, décadas que passou ou passa investindo na sua educação continuada, trabalhando arduamente para manter os mais altos níveis de qualidade do produto ou serviço que representa a sua marca -- qualquer quer seja a sua profissão.
O retorno dos clientes e o sucesso da sua conta bancária testificam a qualidade do produto ou serviço final que você fornece.
Quando você aceita um valor inferior ao que você vale está ignorando todo o esforço diário que realiza para ser quem você é e oferecer o que você oferece.
Você sabe perfeitamente o quanto você vale.
Não se venda por menos.
Don't you miss?
Another day, an acquaintance asked me if I “don’t miss” a boyfriend.
How am I supposed to miss someone that I don’t even meet yet?
Then he asked again. “Don’t you miss being with someone?”
Being with whom? I still don’t get it.
And he changed the question again. “Don’t you feel lonely?”
Ah, now I get it. No, I don’t. I love myself, I have fun by myself, and I do a lot of things that I love. I cook, read, sing, play guitar, take care of all my fluffy friends, take care of my almost-17-years-old son, I like to drive and listen to music, I love to go to new restaurants, I absolutely love to take tons of pictures, and I write a lot, and many other things.
Then he added. “But you never feel like you want to be with some, I don’t know, kind of man?” (because I’m hetero)
Then I had to stop and think. And I asked him, “You mean, as sexually?”
"Yes," he said.
To which I replied, “Oh, boy, you really don’t have a clue on how a woman is, do you? Let me give you some hints….”
A woman doesn’t chase men (in my case). A woman enjoys being appreciated, not objectified. A woman has a keen sense of humour and loves to live. A woman, my friend, doesn’t need a man (in my case) to be happy: a woman IS happiness — even on her darkest days, on her most painful nights, a woman IS love.
Now, if you want to talk about sex, plain sex, then here is the answer: I do love to make love, not pure sex; so no, I don’t miss a “man” to “have sex” with. Maybe 4-5 days a month a might have some elevated libido, but it’s just the menses talking.
When I meet a Man, if that happens, then I will not leave him quiet, because I enjoy making tons of love to the man (in my case) I love.
"Did you get it?" — I asked.
He just stood there, mouth open, shaking “Yes” with his head.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Há muito tempo expressei meu descontentamento sobre o novo acordo ortográfico globalizado. E continuo pensando do mesmo jeito: inadmissível. Repito o que disse antes:
"mudar um idioma é querer mudar a história de um povo. é imiscuir nas memórias, desdizer um passado. é gritar que não há mortes e fomes importantes, mas que importa como escrevê-las. é simplesmente inaceitável. escrevo a nova versão de palavras no meu idioma, mas não aceito que a ortografia seja globalizada. não se globaliza a escrita que declama a história da vida de uma nação. e tenho dito."
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Não às notícias
Não gosto de ver ou ler notícias. Tenho uma ideia bem clara de como o mundo anda. Não preciso saber da fome, ela continua no mesmo lugar que estava há 20 anos e está alastrando cada vez mais. Não preciso saber das mortes, elas ocorrem a cada segundo e são todas excruciantes. Não preciso saber dos maus tratos contra todas as espécies, o que já vi até hoje reclama minha memória e minhas lágrimas diariamente. Não preciso ver a dor alheia para tentar colaborar, como posso -- e devo -- para seu término. Não preciso ver desgraças para saber que sou abençoada, e para agradecer por isto a cada instante. Não preciso de nada além de Deus, porque a graça d'Ele me basta, e é abundante, muito mais do que eu algum dia poderia merecer. Não preciso das tristezas do mundo para manter os pés no chão, quando tenho consciência, responsabilidade, respeito, amor -- e um filho que me ensina a ser melhor todos os dias.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Van Gogh e orelhas
Então Van Gogh ficou famoso por suas pinturas, mas quase sempre que fala-se dele alguém menciona "sem orelha".
O cara não tem orelha e é famoso.
Mas quem nasce sem orelha ou perde a orelha é asqueroso?
É diferente?
É "defeituoso"?
Se você pensa assim, você tem problemas.
Problemas muito piores do que achar que alguém é diferente só porque não tem alguma coisa.
Bom domingo!
O cara não tem orelha e é famoso.
Mas quem nasce sem orelha ou perde a orelha é asqueroso?
É diferente?
É "defeituoso"?
Se você pensa assim, você tem problemas.
Problemas muito piores do que achar que alguém é diferente só porque não tem alguma coisa.
Bom domingo!
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Duas visões
Visão do egoísta
Quem não sabe se vestir deveria ficar pelado.
Quem não sabe ser educado deveria ficar trancado.
Quem não sabe comer com talheres deveria ficar isolado.
Quem não sabe andar deveria ficar sentado.
Quem não sabe nadar deveria morrer afogado.
Quem não sabe falar deveria ficar calado.
Quem não sabe dirigir deveria ficar parado.
Visão do altruísta
Quem não sabe ensinar deveria aprender.
Quem não sabe compartilhar deveria receber.
Quem não sabe apreciar deveria ver.
Quem não sabe ver deveria sentir.
Quem não sabe sentir deveria viver.
Quem não sabe viver deveria amar.
Quem não sabe amar deveria ser amado.
Quem não sabe se vestir deveria ficar pelado.
Quem não sabe ser educado deveria ficar trancado.
Quem não sabe comer com talheres deveria ficar isolado.
Quem não sabe andar deveria ficar sentado.
Quem não sabe nadar deveria morrer afogado.
Quem não sabe falar deveria ficar calado.
Quem não sabe dirigir deveria ficar parado.
Visão do altruísta
Quem não sabe ensinar deveria aprender.
Quem não sabe compartilhar deveria receber.
Quem não sabe apreciar deveria ver.
Quem não sabe ver deveria sentir.
Quem não sabe sentir deveria viver.
Quem não sabe viver deveria amar.
Quem não sabe amar deveria ser amado.
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Somos todos diferentes, mas todos somos iguais.
Nada justifica o abuso, o estupro ou qualquer outra forma de violência contra qualquer ser humano que esteja vivendo tranquilamente sua vida, sem afetar negativamente a vida de outras pessoas.
Em termos de retribuição, ou seja, se alguém faz algo errado, precisa sofrer as consequências (legais, sociais, etc.). Mas, fora isto, absolutamente nada justifica qualquer tipo de violência.
Conheço mulheres que passaram anos sendo abusadas pelos maridos, apanhando diariamente.
Tem gente que pergunta, "Como é que consegue ficar? Se fica é porque gosta, ou então já tinha ido embora."
Não é assim, não. Não gosta, não. Sim, existem sado e masoquistas, mas isto é outra história. O tópico aqui é a violência gratuita indesejável e inaceitável.
Fica, por quê? Esta pergunta tem diversas variáveis. Por medo. Por dependência. Pelos filhos. Por uma série de coisas. Mas isto não é importante. O que importa é que, novamente, nada justifica a violência.
Algumas conseguem fugir, e jamais voltam a ser pessoas funcionais. Outras conseguem fugir e vencem, mas não conseguem mais se relacionar. E outras conseguem renovar a vida, recomeçar.
Eu sei que alguns homens também sofrem deste tipo de situação, mas o número é exponencialmente inferior -- de qualquer jeito, também nada justifica "este tipo" de violência, física, mental, verbal, contra uma pessoa que confiou em outra ao ponto de viver junto e está sendo traída -- e que às vezes chega a afetar a prole.
Enfatizo "este tipo" de violência, porque existem muitos tipos de violência.
Tem um início. Acredito que somos resultado do ambiente onde vivemos e das escolhas que fazemos.
O "ambiente onde vivemos" é extremamente amplo. Pode incluir família, vizinhos, escola. Pode ser ridiculamente mínimo, como um orfanato, onde torna-se enorme devido à multiplicidade de pessoas que trabalham nele e passam a ser, por um breve período ou longos anos, a família, os vizinhos e a escola de uma pessoa.
As escolhas que fazemos podem ser influenciadas por diversos fatores existentes no ambiente onde vivemos -- ou não. É possível ocorrer a abstração completa de um ecossistema e tornar-se autossuficiente.
Tem-se tornado popular a ideia de "não basta ensinar as filhas como se vestir ou se portar, é necessário ensinar os filhos como respeitar".
<<É necessário educar corretamente cada ser humano.>>
Sendo que o "corretamente" varia muito, mas considero o senso comum da matéria: não à violência, não à discriminação, sim à paz, sim à diversidade.
Nisto já é possível "ler":
- Não ataque
- Não mate
- Não minta
- Não engane
- Não siga a turba ignara
- Não controle a vida alheia
- Não julgue
- Promova a felicidade
- Cuide da sua vida
- Lute pela verdade
- Compartilhe
- Sorria
- Ajude
- Viva
- Ame
E denuncie. Mesmo que seja anonimamente, denuncie.
Em termos de retribuição, ou seja, se alguém faz algo errado, precisa sofrer as consequências (legais, sociais, etc.). Mas, fora isto, absolutamente nada justifica qualquer tipo de violência.
Conheço mulheres que passaram anos sendo abusadas pelos maridos, apanhando diariamente.
Tem gente que pergunta, "Como é que consegue ficar? Se fica é porque gosta, ou então já tinha ido embora."
Não é assim, não. Não gosta, não. Sim, existem sado e masoquistas, mas isto é outra história. O tópico aqui é a violência gratuita indesejável e inaceitável.
Fica, por quê? Esta pergunta tem diversas variáveis. Por medo. Por dependência. Pelos filhos. Por uma série de coisas. Mas isto não é importante. O que importa é que, novamente, nada justifica a violência.
Algumas conseguem fugir, e jamais voltam a ser pessoas funcionais. Outras conseguem fugir e vencem, mas não conseguem mais se relacionar. E outras conseguem renovar a vida, recomeçar.
Eu sei que alguns homens também sofrem deste tipo de situação, mas o número é exponencialmente inferior -- de qualquer jeito, também nada justifica "este tipo" de violência, física, mental, verbal, contra uma pessoa que confiou em outra ao ponto de viver junto e está sendo traída -- e que às vezes chega a afetar a prole.
Enfatizo "este tipo" de violência, porque existem muitos tipos de violência.
Tem um início. Acredito que somos resultado do ambiente onde vivemos e das escolhas que fazemos.
O "ambiente onde vivemos" é extremamente amplo. Pode incluir família, vizinhos, escola. Pode ser ridiculamente mínimo, como um orfanato, onde torna-se enorme devido à multiplicidade de pessoas que trabalham nele e passam a ser, por um breve período ou longos anos, a família, os vizinhos e a escola de uma pessoa.
As escolhas que fazemos podem ser influenciadas por diversos fatores existentes no ambiente onde vivemos -- ou não. É possível ocorrer a abstração completa de um ecossistema e tornar-se autossuficiente.
Tem-se tornado popular a ideia de "não basta ensinar as filhas como se vestir ou se portar, é necessário ensinar os filhos como respeitar".
<<É necessário educar corretamente cada ser humano.>>
Sendo que o "corretamente" varia muito, mas considero o senso comum da matéria: não à violência, não à discriminação, sim à paz, sim à diversidade.
Nisto já é possível "ler":
- Não ataque
- Não mate
- Não minta
- Não engane
- Não siga a turba ignara
- Não controle a vida alheia
- Não julgue
- Promova a felicidade
- Cuide da sua vida
- Lute pela verdade
- Compartilhe
- Sorria
- Ajude
- Viva
- Ame
E denuncie. Mesmo que seja anonimamente, denuncie.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Tell me something new
Quer agradar todas as pessoas? Pode tentar virar um aquecedor no inverno e um ventilador no verão e mesmo assim é bem provável que não alcance a sua meta.
Alguém vai querer que você seja um aquecedor alimentado por módulos solares fotovoltaicos e outra pessoa vai querer que você seja um ventilador de teto.
Apenas ser o que se é basta. É possível adicionar um pouco de tentativas de autossuperação, mas não é um requisito.
Também basta expressar o seu ponto de vista para encontrar muitas pessoas que vão realmente achar que você está falando diretamente com elas.
Chove lá fora e aqui está tão quentinho!! :)
sábado, 11 de janeiro de 2014
O busílis da questão
Quando eu era criança, nos meus 6-7 anos, lembro do meu avô descascar uva verde, dividir no meio, tirar a semente -- uma quantidade equivalente a um prato de sopa fundo -- e eu sentava no colo dele e ele dava na minha boca.
Lembro da minha avó fazer brigadeiro, um prato cheio deles, e colocar do lado da minha cama antes de eu dormir.
Lembro de ter 11 anos e pesar 112 quilos.
Mas não lembro de piadas das outras crianças com relação ao peso. Lembro uma vez de ter insistido em fazer permanente e ai sim, foi uma piada atrás da outra, porque realmente ficou horrível -- mas eu já cheguei dizendo que estava horrível.
Será que sofri daquilo que hoje chamam bullying por ser gorda e não lembro porque foi ruim?
Um aparte: na minha época não lembro de nome para o atual bullying. Lembro de pais mandando @ filh@ calar a boca ou dando um tapão na bunda quando falava alguma coisa que não devia, quando apontava para alguém na rua, quando não dava lugar para pessoas mais velhas, quando ria de alguém por qualquer motivo.
Honestamente, não lembro de ter sofrido disto. Eu ia para a praia direto da escola -- eu morava em Santos/SP/BR -- de biquíni que vestia por baixo do uniforme. Estudei no Stella Maris, no São José, no Carmo e a pior coisa que lembro foi ter levado um sanduíche em pão tipo pullman com pimenta malagueta verde temperada com sal e azeite que meu avô fazia e um menino ter pedido um pedaço e, depois de eu avisar, ele deu uma mordida e quase desmaiou.
Eu fazia teatro -- fiz até o antigo colegial -- interpretando Shakespeare -- inclusive escrevi uma paródia de Hamlet, "Omelete".
Lembro também de um rapaz pelo qual tive uma paixoneta e ele gostava de uma outra moça bem mais velha que eu, que por acaso era mais gorda que eu.
Lembro de ser chamada de "c* de ferro", porque gostava de estudar, tirava boas notas e era a queridinha dos professores.
Mas intimidação por ser gorda, não lembro.
Não lembro de ter reclamado de uma situação deste gênero para os meus avós (que me criaram), nem lembro de ter provocado algum tipo de situação indesejável que tenha feito com que um professor mandasse um outro aluno para a Diretoria -- pelo contrário, eu fui para a Diretoria algumas vezes, por tocar o alarme antes da hora, trancar todas as portas de todos os banheiros e jogar as chaves fora, e mais algumas coisas.
Logo antes de engravidar eu estava com 62 quilos, 25 anos e 1,72 cm e logo depois que fiquei grávida, uns 3 meses, fui a uma festa e ai sim, teve um indivíduo falou "Está grávida ou é gorda mesmo?" -- e lembro como se fosse hoje o que respondi: "E você, é feio, burro, tudo junto, nasceu assim ou mamãe que deu as instruções?".
Então realmente não devo ter passado por qualquer tipo de intimidação quando era criança, acho que lembraria.
A minha família é grande, somos todos grandes, com exceção da minha mãe/avó/prima, o resto, de ambos os lados, tudo grande.
Ossos grandes, estatura elevada, vozeirão (eu sou tenor), ombros, coxas e quadris largos, pés grandes.
É a minha assinatura, é o meu ADN. Sou grande, sempre fui. Mesmo com 62 quilos eu era grande, jamais usei calça menor do que 42: quadril muito largo.
Este é o busílis da questão. Ninguém se mete a besta com um mulherão de 1,72 cm com o meu tamanho -- eu sou larga --, então, bullying, não. Mas havia alguns comentários.
"Você tem um rosto tão lindo, já pensou em emagrecer?"
Como é que se compõe a resposta a um comentário (gratuito, diga-se de passagem) destes?
Normalmente eu olho para a pessoa, desenho uma caricatura mental e dou a resposta. A última vez, numa piscina, para uma "senhora", a resposta foi "A senhora tem uma boca tão bonita, já pensou em parar de falar merda?".
Costumo dizer que sou antissocial. Começo a achar que não é verdade. Em 40 minutos outro dia travei conhecimento com um casal super-simpático, que me levou pela cidade a passear, apresentou-me a todos os conhecidos e não tirei um tostão da carteira a noite toda -- além de ter tido a oportunidade de fotografar muitos locais.
Sou anti-ignorantes. Pessoas que realmente acham que a vida se resume a um nada atômico tão generalizado que falam qualquer coisa, sem considerar nada e acham que podem fazer comentários ao seu talante.
Mas é possível aprender muita coisa com pessoas assim. Uma delas, por exemplo, é como divertir-se às custas da incapacidade mental demonstrada.
:)
Lembro da minha avó fazer brigadeiro, um prato cheio deles, e colocar do lado da minha cama antes de eu dormir.
Lembro de ter 11 anos e pesar 112 quilos.
Mas não lembro de piadas das outras crianças com relação ao peso. Lembro uma vez de ter insistido em fazer permanente e ai sim, foi uma piada atrás da outra, porque realmente ficou horrível -- mas eu já cheguei dizendo que estava horrível.
Será que sofri daquilo que hoje chamam bullying por ser gorda e não lembro porque foi ruim?
Um aparte: na minha época não lembro de nome para o atual bullying. Lembro de pais mandando @ filh@ calar a boca ou dando um tapão na bunda quando falava alguma coisa que não devia, quando apontava para alguém na rua, quando não dava lugar para pessoas mais velhas, quando ria de alguém por qualquer motivo.
Honestamente, não lembro de ter sofrido disto. Eu ia para a praia direto da escola -- eu morava em Santos/SP/BR -- de biquíni que vestia por baixo do uniforme. Estudei no Stella Maris, no São José, no Carmo e a pior coisa que lembro foi ter levado um sanduíche em pão tipo pullman com pimenta malagueta verde temperada com sal e azeite que meu avô fazia e um menino ter pedido um pedaço e, depois de eu avisar, ele deu uma mordida e quase desmaiou.
Eu fazia teatro -- fiz até o antigo colegial -- interpretando Shakespeare -- inclusive escrevi uma paródia de Hamlet, "Omelete".
Lembro também de um rapaz pelo qual tive uma paixoneta e ele gostava de uma outra moça bem mais velha que eu, que por acaso era mais gorda que eu.
Lembro de ser chamada de "c* de ferro", porque gostava de estudar, tirava boas notas e era a queridinha dos professores.
Mas intimidação por ser gorda, não lembro.
Não lembro de ter reclamado de uma situação deste gênero para os meus avós (que me criaram), nem lembro de ter provocado algum tipo de situação indesejável que tenha feito com que um professor mandasse um outro aluno para a Diretoria -- pelo contrário, eu fui para a Diretoria algumas vezes, por tocar o alarme antes da hora, trancar todas as portas de todos os banheiros e jogar as chaves fora, e mais algumas coisas.
Logo antes de engravidar eu estava com 62 quilos, 25 anos e 1,72 cm e logo depois que fiquei grávida, uns 3 meses, fui a uma festa e ai sim, teve um indivíduo falou "Está grávida ou é gorda mesmo?" -- e lembro como se fosse hoje o que respondi: "E você, é feio, burro, tudo junto, nasceu assim ou mamãe que deu as instruções?".
Então realmente não devo ter passado por qualquer tipo de intimidação quando era criança, acho que lembraria.
A minha família é grande, somos todos grandes, com exceção da minha mãe/avó/prima, o resto, de ambos os lados, tudo grande.
Ossos grandes, estatura elevada, vozeirão (eu sou tenor), ombros, coxas e quadris largos, pés grandes.
É a minha assinatura, é o meu ADN. Sou grande, sempre fui. Mesmo com 62 quilos eu era grande, jamais usei calça menor do que 42: quadril muito largo.
Este é o busílis da questão. Ninguém se mete a besta com um mulherão de 1,72 cm com o meu tamanho -- eu sou larga --, então, bullying, não. Mas havia alguns comentários.
"Você tem um rosto tão lindo, já pensou em emagrecer?"
Como é que se compõe a resposta a um comentário (gratuito, diga-se de passagem) destes?
Normalmente eu olho para a pessoa, desenho uma caricatura mental e dou a resposta. A última vez, numa piscina, para uma "senhora", a resposta foi "A senhora tem uma boca tão bonita, já pensou em parar de falar merda?".
Costumo dizer que sou antissocial. Começo a achar que não é verdade. Em 40 minutos outro dia travei conhecimento com um casal super-simpático, que me levou pela cidade a passear, apresentou-me a todos os conhecidos e não tirei um tostão da carteira a noite toda -- além de ter tido a oportunidade de fotografar muitos locais.
Sou anti-ignorantes. Pessoas que realmente acham que a vida se resume a um nada atômico tão generalizado que falam qualquer coisa, sem considerar nada e acham que podem fazer comentários ao seu talante.
Mas é possível aprender muita coisa com pessoas assim. Uma delas, por exemplo, é como divertir-se às custas da incapacidade mental demonstrada.
:)
Escrever sobre o quê? Por quê?
Escrever sobre o que eu quiser. Porque eu gosto.
Há algum tempo, ou melhor, às vezes, tenho vontade de escrever. Vejo coisas, vivo coisas, ouço e dá vontade. Uma vontade que depois acaba passando, por qualquer motivo que seja, nada específico, mas acabo encontrando algo diferente para fazer, surge um trabalho, preciso escovar os cães, lavar louça, fazer comida, fazer compras, conversar com pessoas.
E a escrita fica para trás.
Não sou de resoluções de ano novo, nunca fui. Aliás, acredito piamente que, se você quiser fazer alguma coisa, você faz. Não fica enrolando até o ano novo, até segunda, até amanhã. Você vai e faz, pronto.
Se não fizer, é porque não quer fazer. Claro que o querer tem suas variáveis, mas a base da coisa é, definitivamente, quem quer, faz. Dá um jeito, corre atrás e faz. Do contrário, são apenas desculpas. Um monte delas.
Não gosto de ser hipócrita, então provavelmente não estava escrevendo porque não queria escrever, de verdade verdadeira, porque se eu quisesse, já tinha escrito. Come on, é o que eu faço o dia todo, escrevo e reescrevo e pesquiso, portanto, não tem coisa mais fácil do que escrever mais -- se eu quiser.
Ou seja, não escrevi porque não era para ter escrito.
Agora estou escrevendo, estou a escrever, estou digitando e as palavras estão fervilhando. Sim, na minha mente, e não na barriga.
Eu tenho uma dislexia de nível mínimo. Troco V por F e vice-versa, e quando leio um conjunto de 3 números (por exemplo, 963), normalmente falo com os dois últimos inversos, mas na minha cabeça falei certo. Eu falo 936 mas tenho certeza absoluta que falei 963.
Por isso sou cricri em ver e rever e revisitar e observar novamente palavras e números. Por isso não tenho paciência em fazer revisão, porque quase sempre tem erro e erros tolos, que qualquer um que revisse pelo menos uma vez teria notado.
Eu mudo muito. Gosto de mudar. Nos últimos 25 anos da minha vida mudei de país 5 vezes, de cidade 12, de casa 19. Por isso não compro casa. Quer dizer, este é um dos motivos de eu não comprar casa.
Ter uma casa não significa nada. Estabilidade? Uma casa não é ser estável. Ser estável é ser estável, com ou sem casa. E não dá para levar uma casa de concreto nas costas.
Se um dia eu achar que uma casa poderá ser usada também para devolver algo à comunidade, um local onde eu possa compartilhar vivências, usar para algum tipo de atividade e também morar, talvez eu compre.
Gosto de falar e escrever sobre tudo. Tudo o que eu gosto. E, às vezes, o que não gosto -- mas apenas para um debate, não para trabalho. Trabalho, apenas com o que gosto.
E agora vou trocar de roupa e ver casas. Já está na hora de ver casas.
Escrever sobre o que eu quiser. Porque eu gosto.
Há algum tempo, ou melhor, às vezes, tenho vontade de escrever. Vejo coisas, vivo coisas, ouço e dá vontade. Uma vontade que depois acaba passando, por qualquer motivo que seja, nada específico, mas acabo encontrando algo diferente para fazer, surge um trabalho, preciso escovar os cães, lavar louça, fazer comida, fazer compras, conversar com pessoas.
E a escrita fica para trás.
Não sou de resoluções de ano novo, nunca fui. Aliás, acredito piamente que, se você quiser fazer alguma coisa, você faz. Não fica enrolando até o ano novo, até segunda, até amanhã. Você vai e faz, pronto.
Se não fizer, é porque não quer fazer. Claro que o querer tem suas variáveis, mas a base da coisa é, definitivamente, quem quer, faz. Dá um jeito, corre atrás e faz. Do contrário, são apenas desculpas. Um monte delas.
Não gosto de ser hipócrita, então provavelmente não estava escrevendo porque não queria escrever, de verdade verdadeira, porque se eu quisesse, já tinha escrito. Come on, é o que eu faço o dia todo, escrevo e reescrevo e pesquiso, portanto, não tem coisa mais fácil do que escrever mais -- se eu quiser.
Ou seja, não escrevi porque não era para ter escrito.
Agora estou escrevendo, estou a escrever, estou digitando e as palavras estão fervilhando. Sim, na minha mente, e não na barriga.
Eu tenho uma dislexia de nível mínimo. Troco V por F e vice-versa, e quando leio um conjunto de 3 números (por exemplo, 963), normalmente falo com os dois últimos inversos, mas na minha cabeça falei certo. Eu falo 936 mas tenho certeza absoluta que falei 963.
Por isso sou cricri em ver e rever e revisitar e observar novamente palavras e números. Por isso não tenho paciência em fazer revisão, porque quase sempre tem erro e erros tolos, que qualquer um que revisse pelo menos uma vez teria notado.
Eu mudo muito. Gosto de mudar. Nos últimos 25 anos da minha vida mudei de país 5 vezes, de cidade 12, de casa 19. Por isso não compro casa. Quer dizer, este é um dos motivos de eu não comprar casa.
Ter uma casa não significa nada. Estabilidade? Uma casa não é ser estável. Ser estável é ser estável, com ou sem casa. E não dá para levar uma casa de concreto nas costas.
Se um dia eu achar que uma casa poderá ser usada também para devolver algo à comunidade, um local onde eu possa compartilhar vivências, usar para algum tipo de atividade e também morar, talvez eu compre.
Gosto de falar e escrever sobre tudo. Tudo o que eu gosto. E, às vezes, o que não gosto -- mas apenas para um debate, não para trabalho. Trabalho, apenas com o que gosto.
E agora vou trocar de roupa e ver casas. Já está na hora de ver casas.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
às vezes a vida para. parece que tem uma névoa meio espessa pairando sobre os ombros de maneira constante e nada se movimenta.
por um lado um sorriso é lindo, uma borboleta é estupidamente magnífica, um nevoeiro é maravilhoso.
por outro, não se vê nada. por mais que se olhe, por mais que se veja, nada se vislumbra.
espero que um dia tudo volte ao normal.
terça-feira, 13 de novembro de 2012
o raio do estômago ontem à noite resolveu se revoltar, passou a noite fazendo motim. hoje acordou irritado, tando tapa em tudo, debulhou-se. justo hoje que tudo estava programado para correr tão bem. e agora, Juvenal?
e copio aqui uma coisa, só para o caso de apagarem um tópico, porque gostei do que escrevi:
"escolho os textos que traduzo, sim. e recuso com base nas pesquisas que faço, sim. e só trabalho com o que quero, sim. recuso se a empresa/organização tiver uma péssima/não tiver CSR, se maltratar animais, se promover trabalho infantil ou escravo, maltratar crianças, promover abuso sexual ou infantil ou animal, denegrir os direitos humanos ou animais de qualquer forma, ou questões semelhantes, não aceito. e se por causa disso um dia eu não aceitar mais nada, volto a ser governanta. não traduzo nada, nem trabalho com nada, por dinheiro nenhum, que não me faça feliz. como eu disse ali em cima, "cada um traduz o que quer".
para quem não entendeu, o que "me faz feliz" é ver crianças e animais e pessoas com seus direitos devidamente respeitados. quando vejo isso tudo deturpado, sofro. eu sofro horrores com o sofrimento alheio.
e tenho dito.
agora a ver se este estômago faz algo de útil. até já.
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
domingo foi horrível. não sei o que aconteceu sábado, mas acordei muito mal às 7 da manhã e passei mal o dia todo. nada parou no estômago, absolutamente nada, nem chá, até às 16h, quando tomei uma canja, que finalmente resolveu ficar, mas o corpo ainda não recuperou. só hoje, segunda, é que tudo voltou ao normal. que coisa!!! justo domingo, que é dia de passear um pouco, até trabalhar um pouco, não deu para fazer nada. pelo menos filho se divertiu com amigo em casa e os cães aproveitaram o dia que, apesar de estar frio, teve sol. hoje também o sol resolveu mostrar seus raios, e o trabalho foi bom e suficiente, a "loja" fechou cedo com um texto interessante e muitos emails com clientes novos. muito bom :o)
agora para a lareira e descansar, que amanhã os clientes novos mandaram testes!, e na linha de produção tem muito trabalho. até já.
agora para a lareira e descansar, que amanhã os clientes novos mandaram testes!, e na linha de produção tem muito trabalho. até já.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
agora são 22h27 e acabei de trabalhar. hoje o dia foi longo........ um texto chatinho de um cliente antigo. não estava mais conseguindo ler. cheio de gíria, jargão, linguagem corrompida, ahhhh, que coisa... feia. tentando organizar o cérebro para escrever adequadamente e apresentar um texto final polidamente apropriado, porque não pode ter calão no final. consegui. depois dois textos mais tranquilos, bem escritos, pelo menos!, para fechar o dia..... e valeu poder compartilhar e rir muito com pares, isso não tem preço. agora era bom ir para uma girianta, mas está gélido lá fora!! então vou atiçar o borralho e comer uma maçã assada quentinha. até já.
esta noite sonhei com Daniel Craig. imagino quantas já sonharam com ele. mas esta noite *eu* sonhei. foi um sonho tão bom. não foi nada disso que vocês estão pensando..... foi tranquilo, feliz, sossegado. pacífico. e aqueles olhos são tão lindos. mas back to the real world! com o mundo frio fora da cama. bem, não tão frio, o aquecedor ligado do lado da cadeira e a coberta nos joelhos ajuda a manter meu mundinho quentinho. hoje um cliente british ligou. é tão gostoso ouvir o accent, parece que estou lá. está sol. cheirinho de comida gostosa, mãe está fazendo legumes cozidos com um azeitinho por cima. dia bom demais. hm, é mesmo, 23 anos da queda do muro de Berlim, ainda por cima, sexta-feira. dá até para celebrar :o) até já.
domingo, 6 de novembro de 2011
mudar um idioma é querer mudar a história de um povo. é imiscuir nas memórias, desdizer um passado. é gritar que não há mortes e fomes importantes, mas que importa como escrevê-las. é simplesmente inaceitável. escrevo a nova versão de palavras no meu idioma, mas não aceito que a ortografia seja globalizada. não se globaliza a escrita que declama a história da vida de uma nação. e tenho dito.
domingo, 10 de outubro de 2010
estoicismo
anos idos e vindos e agora vejo que tenho natureza estóica. será? parece que sim. mas, se nem tudo é o que parece... como saber? e o mundo continua caótico e pequeno demais.
domingo, 11 de julho de 2010
...
"You've been worrying too much about the future lately. So tonight, go ahead, put your faith in God, and just have a peaceful evening and a restful sleep."
terça-feira, 15 de junho de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
quarta-feira, 26 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
domingo, 9 de maio de 2010
terça-feira, 4 de maio de 2010
não sou nada dark.. apenas prefiro mais a realidade ao otimismo exacerbado pelo simples fato de gostar de boas surpresas. então ou estou sempre certa, ou quando algo bom acontece, é festa!! mas admiro o amanhecer e o ver, saber, sentir, cheirar, ouvir... e agradeço todos os dias. quem sabe hoje há alguma surpresa boa? nunca se sabe... melhor esperar o real.
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